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O mestre que se lasque!
Escrito por Mamangava   
Seg, 26 de Janeiro de 2009 18:06

Os jogadores criam personagens: um clérigo da Deusa da Paz, um ladrão sanguinário, um cavaleiro-mago alcoólatra com um "inimigo" de vários pontos, um orc "berserker" mercenário. "Nossa, quero só ver como o mestre vai fazer pra juntar personagens tão distintos ao redor dum só objetivo!"

Rá! O que o mestre vai fazer? O mestre não vai fazer nada!

Isso é muito comum: o jogador tá a fim de jogar com determinado tipo de personagem e simplesmente o cria, sem pensar nos outros jogadores. Compra desvantagens que vão prejudicar o grupo todo sem perguntar pros companheiros o que eles acham. E depois toca pro mestre ficar fazendo o meio-de-campo pros jogadores não se matarem durante o jogo.

Bom, quando eu era mais jovem, eu acreditava nesse lance de que "o mestre é o grande responsável por manter o jogo divertido". Hoje eu vejo que não é bem assim. Muitas vezes a coisa não fica divertida nem que o mestre se dedique e faça grandes esforços. A responsabilidade é, assim como em qualquer jogo de mesa, de todos os envolvidos.

Não é difícil: basta o jogador não pensar no seu personagem como o protagonista, e sim como um integrante do grupo protagonista. Cada integrante deve ser construído de forma -- ao menos minimamente -- harmônica com o restante do grupo, mesmo que no momento da criação os personagens ainda não se conheçam. É perfeitamente possível fazer isso respeitando a individualidade do personagem.

Se os jogadores não entenderem isso, eles que se lasquem!

Alexandre Nordestinus do Zona Neutra escreveu a continuação deste post. Clique aqui para ler!

Comentários (7)
  • Mestre PV
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    O mestre sempre faz o meio de campo, quer seja para mediar conflitos, quer seja para facilitar a integração dos jogadores e seus personagens enquanto grupo... Mas devemos lembrar de algumas coisas: 1) O mestre tem poderes infinitos e universais, somente dentro da narrativa, fora ele é uma pessoa como qualquer jogador; 2) A GRANDE idéia do RPG é construir uma história ou aventura com a participação de todos, do contrario seria uma narrativa contada; 3) A diversão é importante, isso cabe ao mestre e ao jogador... já mestrei aventuras que a história não era lá aquelas coisas, mas a presença de alguns jogadores a tornaram marcante e inesquecível! e, por último e não menos importante; 4) O mestre tem "poderes" para arruinar um personagem... e um personagem tem "poderes" para arruinar a aventura! Pensem em cooperação!
  • Rune, tomando chuva na praia
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    E eu não vejo problemas em os jogadores se matarem e depois disso eles criam personagens que se entendam e jogam a aventura de verdade.
  • Alexandre Nordestinus
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    Olha, gosto muito da interatividade que o RPG provoca. Mas essa característica é uma das coisas que atrapalham qualquer mestre. Por mais experiente que ele seja, sempre pode ocorrer de um dos jogadores causar uma situação que poderia ser totalmente evitada, caso o indivíduo pensasse mais no grupo que está contando a estória, que em seu próprio umbigo...
  • Mestre Mamangava
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    Pois é. Uma mesa muito heterogênea geralmente é problemática. Deixar os jogadores pagarem o preço da heterogeneidade de seus personagens é uma medica radical, mas eficiente.
  • Tsu
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    Nossa, isso acontecia muito qdo comecei a jogar rpg.
    Hoje em dia não acontece mais. O grupo de jogo está bem entrosada, o mestre e os players montam os personagens juntos. A gente perde uma sessão só para explicar o q vai ser o jogo e montar os pcs.
  • Alexandre
    avatar
    Já aconteceu muito comigo também.
    Mas teve uma vez que o jogador fez um cara que estava na prisão... Descreveu assim mesmo a história dele.

    O mestre disse "beleza". E o cara não jogou a sessão inteira! Hahahaha!
  • Rune
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    Foi uma saida interessante de seu mestre, o cara deve ter ficado puto! hahahaha
    mas acho que a melhor saida é o dialogo.
    Se o cara quer fazer um pc que não tem anda a ver, converse com ele, diga que a desvantagem maldição iria atrapalhar muito a sessão de todos, e a menos que esteja jogando com quem não gosta de você tenho certeza que o player vai concordar.
    Não lembro em qual tira de RPG que os mestre vai mestrar(dããã) uma aventura de Cthulhu e um player quer montar um ninja, depois de descitir ele monta um louco que pensa ser um ninja e todos da mesa fazem loucos que pensam que são outras coisas.
    Mas isso é uma situação levada ao extremo, por isso que é engraçado, quando o mala do seu grupo quer montar um ninja em uma aventura de terror converse que ele vai entender.
    Como dizem, quem tem boca vai a roma.
  • tacamaral
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    Pois é, já tive algumas situações assim, também. Hoje, sempre converso com os jogadores antes de alguém fazer o personagem, e costumo dar dicas sobre que tipo de personagens seriam interessantes.

    Uma coisa que costumo fazer, pelo menos em fantasia medieval, é proibir personagens malignos. Alguns jogadores reclamam, mas é raro, e, no final das contas, assegura a interação do grupo.
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