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Os jogadores criam personagens: um clérigo da Deusa da Paz, um ladrão sanguinário, um cavaleiro-mago alcoólatra com um "inimigo" de vários pontos, um orc "berserker" mercenário. "Nossa, quero só ver como o mestre vai fazer pra juntar personagens tão distintos ao redor dum só objetivo!"
Rá! O que o mestre vai fazer? O mestre não vai fazer nada! Isso é muito comum: o jogador tá a fim de jogar com determinado tipo de personagem e simplesmente o cria, sem pensar nos outros jogadores. Compra desvantagens que vão prejudicar o grupo todo sem perguntar pros companheiros o que eles acham. E depois toca pro mestre ficar fazendo o meio-de-campo pros jogadores não se matarem durante o jogo. Bom, quando eu era mais jovem, eu acreditava nesse lance de que "o mestre é o grande responsável por manter o jogo divertido". Hoje eu vejo que não é bem assim. Muitas vezes a coisa não fica divertida nem que o mestre se dedique e faça grandes esforços. A responsabilidade é, assim como em qualquer jogo de mesa, de todos os envolvidos. Não é difícil: basta o jogador não pensar no seu personagem como o protagonista, e sim como um integrante do grupo protagonista. Cada integrante deve ser construído de forma -- ao menos minimamente -- harmônica com o restante do grupo, mesmo que no momento da criação os personagens ainda não se conheçam. É perfeitamente possível fazer isso respeitando a individualidade do personagem. Se os jogadores não entenderem isso, eles que se lasquem! Alexandre Nordestinus do Zona Neutra escreveu a continuação deste post. Clique aqui para ler!
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