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Mais um post “aquisição de linguagem” na Nação! (minha professora ficaria orgulhosa). Depois de falar um pouco sobre alfabetização, vamos bater um papo sobre a vantagem Language Talent. Sabe qual o meu problema com essa vantagem? Ela é cara demais! Cara a ponto de não compensar comprá-la na maioria dos cenários (dos que eu mestro, pelo menos).
É só fazer os cálculos: ela custa 10 pontos e te permite comprar línguas estrangeiras por 2 pontos a menos. Se você economiza 2 pontos por língua com uma vantagem que te custa 10 pontos, então será só na 5ª língua estrangeira que você estará zero-a-zero com a vantagem, que passa a compensar a partir da 6ª língua estrangeira comprada... Simplesmente não vale a pena em cenários em que não há tantas línguas pra falar. Há 3 tópicos discutindo sobre isso no fórum de Gurps da SJ Games. Em dois deles a discussão perdeu o foco e virou um palco para não-americanos se orgulharem de quantas línguas estrangeiras falam. Pararam de discutir a regra e começaram a discutir aquisição de linguagem sem a mínima base para isso. Disseram besteiras (como “existem cerca de 3000 línguas faladas no mundo hoje” quando, na verdade, é mais que o dobro disso) e ninguém se lembrou que em muitas partes da África é bastante comum pessoas falarem 3, 4, 5 ou mais línguas maternas (como é difícil a um europeu ou a um americano se lembrar da África...). 
Mas vamos voltar à regra, que eu não quero fazer o mesmo que os distintos senhores plurilíngues do fórum da SJ Games. O que se argumentou a favor do custo de 10 pontos da vantagem é que: 1) em um cenário de guerra intergaláctica, por exemplo, pode haver centenas de línguas com as quais os personagens precisam lidar; 2) Language Talent pode permitir que um personagem aprenda língua muito mais rápido. São argumentos válidos, sem dúvida. Mas fica a questão: e se eu não estiver mestrando num cenário de guerra intergaláctica? E se meu cenário for de fantasia medieval, onde a existência de uma magia como Gift of Tongues convida a repensar a vantagem que ora discutimos?
Enfim, se você mestra num cenário com poucas línguas-chave e quer que essa vantagem apareça mais na sua mesa, alguma coisa nela você terá que mudar. Vou propor duas soluções, e te convido a dizer como você solucionou a parada, se é que isso já te incomodou um dia. Solução 1 – Reduzir o custo pela metade A solução que este humilde mestre tem usado: a vantagem passa a custar 5 pontos, e a partir da 3ª língua estrangeira já há bom custo-benefício. Solução simples e de fácil aplicação. Solução 2 – Rever o efeito da vantagem Em vez de permitir que qualquer língua aprendida seja automaticamente accented, a vantagem reduz pela metade o custo do aprendizado de língua. Assim, alguém com a vantagem pagaria 3 pontos (e não 6) por uma língua estrangeira falada e escrita. O custo-benefício passa a fazer sentido a partir da 4ª língua estrangeira comprada (pois será quando o personagem terá economizado mais pontos com compra de língua do que os 10 pontos que empregou na vantagem). A desvantagem dessa solução é que se perde a separação entre língua falada e língua escrita, o que pode ser problema em alguns cenários. Nenhuma das soluções me parecem perfeitas, e a certas situações uma pode ser melhor aplicada que a outra. E você? O que acha?
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