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Eu li sobre isso no Ooze e achei muito interessante. Dia 25 de março foi o dia em que Frodo finalmente entrou na montanha da perdição e com ajuda de Gollum destruiu o Um anel, por isso desde 2003 a Tolkien Society determinou que dia 25 de março é dia de ler Tolkien. Para aqueles que não tem o prazer e a felicidade de ser dono de algum livro de Tolkien vou colocar aqui um trecho do livro O Silmarillion, um dos meu preferidos, nesse trecho é narrada a morte de Fëanor, o mai poderoso e belo elfo que ja existiu ou vai existir:
 "Diz-se que, dos Exilados, Fëanor e seus filhos foram os primeiros a chegar a Terra-média e aportaram nos ermos de lammoth, o Grande Eco, junto às margens distantes do Estuáno de Drengist. E no mesmo instante em que os noldor pisaram na praia, seus gritos foram acolhidos pelas colinas e multiplicados, de modo que um clamor como o de inúmeras vozes poderosas encheu todo o litoral do norte; e o ruído do incêndio dos barcos em Losgar seguiu com os ventos do mar, como uma comoção de enorme fúria E, ao longe, todos os que ouviram aquele som se admiraram. Ora, as labaredas daquele incêndio foram vistas não só por Fingolfin, que Fëanor abandonara em Araman, mas também pelos orcs e pelos vigias de Morgoth. Não houve relato do que Morgoth pensou em seu íntimo diante da notícia de que Fëanor, seu pior inimigo, trouxera um exército do Oeste. Pode ser que o temesse pouco, pois ainda não provara as espadas dos noldor; e logo se viu que pretendia expulsá-los de volta para o mar. Sob as frias estrelas, antes do nascer da Lua, a hoste de Fëanor subiu pelo longo Estuário de Drengist, que adentrava pelas Colinas Ressoantes das Ered Lómin, e assim passou do litoral para a vastidão de Hithlum. Chegaram afinal ao lago comprido de Mithrim e, junto à sua margem norte, armaram acampamento na região de mesmo nome. Mas as hostes de Morgoth, instigadas pelo tumulto de Lammoth e pela luz do incêndio em Losgar, atravessaram as passagens das Ered Wethrin, as Montanhas de Sombra, e atacaram Fëanor de súbito, antes que o acampamento estivesse pronto ou preparado para a defesa. E ali nos campos cinzentos de Mithrim travou-se a segunda batalha nas Guerras de Beleriand. Dagor-nuin-Giliath, ela é chamada, a Batalha-sob-as-estrelas, pois a Lua ainda não havia nascido; e é celebrada em versos. Os noldor, embora em número inferior e apanhados de surpresa, conquistaram uma rápida vitória, pois a luz de Aman ainda não se apagara em seus olhos, eles eram fortes e ágeis, além de mortais em sua raiva; e suas espadas eram longas e terríveis. Os orcs fugiram deles e foram expulsos de Mithrim com grandes perdas, sendo escorraçados para o outro lado das Montanhas de Sombra para a vasta planície de Ard-galen, que ficava ao norte de Dorthonion. Ali, os exércitos de Morgoth, que foram na direção sul para o Vale do Sirion e sitiaram Círdan nos Portos das Falas, vieram em seu auxílio e foram derrotados com eles. Pois Celegorm, filho de Fëanor, deles tendo tomado conhecimento, armou-lhes uma emboscada com uma parte do exército élfico e, abatendo-se sobre eles a partir das colinas próximas a Eithel Sirion, expulsouos para o Pântano de Serech. Péssimas sem dúvida foram às notícias que afinal chegaram a Angband, e Morgoth ficou desnorteado. Dez dias durara a batalha; e, de todos os exércitos que ele havia preparado para a conquista de Beleriand, dela retomou não mais do que um punhado de soldados. Entretanto, motivos tinha ele para enorme regozijo, embora lhe ficassem ocultos por algum tempo. Pois Fëanor, em sua fúria contra o Inimigo, não quis parar, mas continuou a perseguir os orcs restantes, com a intenção de, assim, chegar ao próprio Morgoth. E dava sonoras risadas enquanto brandia a espada, feliz por ter desafiado a ira dos Valar e os perigos da viagem e ver chegar a hora de sua vingança. Nada sabia ele de Angband, nem da imensa força de defesa que Morgoth preparara com tanta rapidez. Porém, mesmo que tivesse sabido, isso não o teria dissuadido, pois Fëanor estava enlouquecido, consumido pela chama de sua própria ira. Assim, seguia ele muito adiante da vanguarda de seu exército. E, percebendo isso, os servos de Morgoth resolveram acuá-la, e de Angband saíram balrogs para ajudá-los. Ali, nos confins de Dor Daedeloth, a terra de Morgoth, Fëanor foi cercado, com poucos amigos a seu lado. Lutou por muito tempo, sem desanimar, embora estivesse envolto em chamas e com muitos ferimentos. Finalmente, porém, foi derrubado por Gothmog, Senhor dos balrogs, que Ecthelion mais tarde matou em Gondolin. Ali, Fëanor teria perecido, se seus filhos naquele momento não tivessem chegado em seu auxílio; e os balrogs o abandonaram, partindo para Angband. Seus filhos então levantaram o pai e o carregaram de volta, na direção de Mithrim. Mas quando se aproximavam de Eithel Sirion e já estavam na trilha de subida para passar para o outro lado das montanhas, Fëanor pediu-lhes que parassem. Pois seus ferimentos eram mortais, e ele sabia que sua hora havia chegado. E, das encostas das Ered Wethrin, com sua última visão, ele contemplou ao longe os cumes das Thangorodrim, as mais imponentes torres da Terra-média, e soube, com a antevisão da morte, que nenhum poder dos noldor jamais as derrubaria; mas amaldiçoou o nome de Morgoth três vezes e incumbiu os filhos de cumprir seu Juramento e vingar seu pai. Morreu então, mas não teve enterro nem túmulo, pois seu espírito era tão ardente que, no momento em que escapou, o corpo caiu transformado em cinzas e se dissipou como fumaça. E seu semblante nunca mais apareceu em Arda; nem seu espírito deixou os palácios de Mandos. Assim terminou o mais poderoso dos noldor, cujos feitos originaram sua maior fama e suas piores desgraças."

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